As principais associações industriais de conservas de peixes e frutos do mar da Espanha e de Portugal, ANFACO-CECOPESCA e ANICP (Associação Nacional dos Industriais de Conservas de Pescado) assinaram um memorando de entendimento na cidade de Matosinhos (Portugal). Esse acordo tem como objetivo promover a competitividade do setor conserveiro ibérico por meio da defesa de interesses comuns e da implementação de medidas estratégicas para garantir o fornecimento de matérias-primas, fortalecer o comércio e promover a sustentabilidade.

 O protocolo assinado aborda questões relevantes para o desenvolvimento do setor e seu impacto na economia da Península Ibérica, como o acesso a matérias-primas, a defesa da indústria em relação a acordos comerciais internacionais e a promoção de uma dieta saudável baseada em conservas de peixes e frutos do mar, como a Dieta Atlântica. O setor de conservas ibérico enfrenta atualmente desafios que incluem a globalização do mercado, a sustentabilidade da pesca e o aumento das exigências regulatórias.

Nesse contexto, o acordo estabelece uma estrutura de colaboração para que a Espanha e Portugal possam competir em igualdade de condições com países terceiros, mantendo os mais altos padrões de qualidade e responsabilidade social corporativa. Defesa comercial no contexto da UE O setor de conservas de peixe e frutos do mar na Espanha e em Portugal, que emprega mais de 15.500 pessoas, enfrenta a ameaça de desvantagens competitivas decorrentes de acordos comerciais que poderiam favorecer países terceiros.

Esse protocolo busca garantir que os interesses e a competitividade das indústrias européias sejam respeitados nas negociações internacionais, protegendo produtos sensíveis, como o atum enlatado, e assegurando condições de acesso justas para o mercado da UE. Promoção da Dieta Atlântica Ambas as associações reafirmam seu compromisso com a Dieta Atlântica, que promove o consumo regular de peixes e frutos do mar. Essa abordagem dietética se destaca por seus benefícios à saúde, sendo rica em proteínas e ômega-3.

A promoção dessa dieta busca não apenas aumentar a conscientização do consumidor, mas também apoiar o setor de conservas ibérico em seu compromisso com a qualidade e a sustentabilidade, aumentando sua competitividade nos mercados local e internacional.